8 Recomendações para a segurança do paciente

15/12/2015

Embora tenha havido uma melhoria significativa na segurança geral do paciente no ambiente hospitalar, relativo a pacientes internados nos últimos 15 anos, o escopo do problema foi ampliado para fora dos muros do hospital e a definição do que seria dano ao paciente tem se expandido. Ainda há muito trabalho a ser feito, de acordo com um relatório divulgado recentemente por especialistas convocados pela National Patient Safety Foundation, entidade norte-americana fundada em 1997, focada em disseminar estratégias para prevenir danos.

O relatório busca priorizar a cultura de segurança, e apela para ações por parte dos governos, reguladores, profissionais de saúde, e demais envolvidos com os sistemas de saúde.

O relatório denominado Accelerating Patient Safety Improvement Fifteen Years After To Err Is Human (em inglês) reflete sobre os progressos na melhora da segurança do paciente, desde a publicação do conhecido documento “Errar é humano” de 1999, considerado o marco sobre erros relacionados com a assistência à saúde.

O ponto crucial do relatório é a afirmação de que é necessário uma aproximação total dos sistemas a uma cultura de segurança. Para atingir este resultado, oito recomendações foram sugeridas:

1. Certifique-se de que os líderes estabeleceram e sustentam uma cultura de segurança

2. Criar uma supervisão centralizada e coordenada da segurança do paciente

3. Criar um conjunto comum de métricas de segurança que reflitam resultados significativos

4. Aumentar o financiamento para a pesquisa e implementação da segurança do paciente

5. Direcionar a segurança para toda a rede de cuidados  

6. Apoiar a força de trabalho da saúde

7. Cooperar com pacientes e familiares para o cuidado mais seguro

8. Certificar-se de que a tecnologia é segura e otimizada para melhorar a segurança do paciente

A recomendação de número um é essencial. As lideranças precisam estabelecer e manter viva a cultura de segurança, que exigirá líderes convictos de que realmente há um retorno sobre o investimento vinculado à melhoria da segurança.

Tejal Gandhi, presidente e CEO da National Patient Safety Foundation diz que o material pode ser utilizado como “uma cartilha que oferece algumas maneiras para criar um plano de ação abrangente. Ele também vai mostrar ‘onde estão algumas das armadilhas’, e formas de serem evitadas. Dessa maneira, esperamos que este relatório signifique um começo que impulsione o foco no dano ao paciente.”

O relatório diz que o problema precisa ser trabalhado de forma global, com esforços dentro de hospitais, em instalações de cuidados ambulatoriais, em clínicas de médicos, nas farmácias e também em casa; ou seja, onde quer que o cuidado de saúde é realizado ou prestado, a segurança e prevenção devem existir.

“A maioria das pesquisas têm sido no ambiente hospitalar, não há uma grande quantidade de dados sobre os problemas nessas outras configurações. Mas parte importante da assistência ao paciente é dada fora da instituição hospitalar “, disse Gandhi. “Precisamos construir a segurança em infra-estruturas existentes e sermos mais criativos sobre como usamos os dados para conduzir a melhorias.”

Pesquisas de satisfação do paciente e registros de saúde eletrônicos e novas fontes de dados devem ser aproveitadas para obter uma imagem mais clara do dano ao paciente, segundo Gandhi.

O relatório também aponta que o foco da gestão da segurança precisa crescer para além das questões de mortalidade e olhar para a morbidade e perda de qualidade de vida decorrente do dano ao paciente. E justifica: “há tanta atenção sobre as mortes”, disse Gandhi.

A causa das falhas é sistêmica

A causa das falhas e incidentes assistenciais é sistêmica, afirmou Antônio Quinto Neto, mestre em administração e especialista em avaliação de serviços de saúde, em evento realizado no ano de 2014, numa parceria com o IAHCS Acreditação e a Faculdade de Tecnologia em Saúde – Fasaúde. Na oportunidade, o especialista trabalhou conceitos importantes como a necessidade de monitorar a incidência dos danos ocorridos e a adoção de uma “cultura justa”, onde o profissional se compromete a relatar os episódios ocorridos e que podem impactar na recuperação do paciente. Saiba mais sobre o assunto em http://setorsaude.com.br/a- causa-das-falhas-e-incidentes- assistenciais-e-sistemica- afirmam-especialistas/

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