A Qualidade e a Segurança do Paciente

20/03/2016
Acreditação

O que é melhor? Qual o melhor atendimento? Onde temos desempenho melhor? Qual o mais qualificado.

Todos nós somos consumidores e como tal identificamos os produtos que consumimos pela sua maior ou menor qualidade. Quando busco a compra de um bem de consumo, viso atender minhas aspirações pessoais, por exemplo: Um par de sapatos para meu gosto tem de ter conforto (vou testá-lo no meu Pé), tem que ter cor neutra e já compro pensando em qual a roupa vai combinar com ele e tem que ser durável e aí tenho de me basear em marca ou modelo que já recebem aprovação pública. Minha mulher comprando um par de sapatos ele tem que ser bonito e agradar seus olhos, não importa se apertar um pouquinho e quanto à durabilidade nem vale a pena perder tempo, pois até gastar todos os que ela tem em nada poderá advir preocupações sobre o tempo de duração, mesmo assim ela busca uma marca que tenha uma reconhecida durabilidade (sem contar que tem que estar na moda)

Brincando um pouco com alguns conceitos podemos ver claramente que o conceito de qualidade é complexo e pode significar coisas diferentes, conforme o lugar, o momento ou a pessoa e deve atender a gostos e tendências, porém quando falamos em qualidade na saúde é fundamental que se discuta o aspecto de segurança que o atendimento tem quanto ao resultado que oferece e também em como são os cuidados para controle de erros e falhas dentro de uma organização de saúde.

Augusto Cury disse certa vez: “Todos sabem que errar é humano. Mas insistimos em sermos deuses, temos a necessidade neurótica de sermos perfeitos”.  Por isso é fundamental que sejam seguidas regras de controle e segurança durante o atendimento de um paciente. O Manual Brasileiro de Acreditação da ONA, em todos os quesitos de avaliação que são aplicados, leva em consideração este tipo de variável, fazendo com que as organizações mais e mais aprendam com seus erros e minimizem as suas falhas através de um sistema de acompanhamento de todos os eventos adversos que possam ocorrer e fazendo a notificação e o controle dos mesmos, sem ter medo de que isso possa levar a problemas.

O Professor da Universidade de Brisbane na Austrália Sidney Dekker defende o princípio da cultura justa onde as notificações de erros e quase erros devem ser tratadas de forma justa, visando a correção dos eventos que causam o equívoco e não indo atrás de culpados ou responsáveis para punição.

Falar em qualidade assistência está diretamente ligado ao nível de segurança que os serviços de saúde oferecem aos seus consumidores, que também somos todos nós. Esta premissa é o elemento chave e básico de todo o processo de uma avaliação (certificação) desenvolvida junto aos serviços de saúde, onde uma equipe capacitada e qualificada para tal dá a garantia de que um ambiente onde se presta assistência é seguro.

Lembrando a frase de Augusto Cury é importante salientar que não vivemos em local nenhum um ambiente sem erros, por isso os locais em que as pessoas recebem atendimentos devem ter um sistema muito eficiente de controle, acompanhamento e notificação de eventos, assim estaremos mais e mais desenvolvendo a nossa qualidade.

Diz o ditado: “O que é bom já nasce pronto”. Digo eu: “O que é bom nunca está pronto e sempre deve ser aperfeiçoado”.

 

Sobre  o autor:

Médico auditor, Especialista em Administração Hospitalar, Diretor Financeiro do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul- IPERGS-

 

 

 

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